Os 23 segredos para você ter sucesso garantido com amigos, família ou parceiro amoroso. [Parte 2]

Hoje vamos dar continuidade ao post anterior. Se você não o leu, recomendo que leia. Na parte 1, vimos 12 dos 23 pontos a serem trabalhados para melhorar a forma como você se relaciona com as pessoas.
Mais uma vez devo recordar: todos os "segredos" são completamente possíveis de se alcançar.
 

 

Recapitulando...

 

Se você leu o primeiro post, deve lembrar que esses segredos são 23 pontos com uma característica em comum, que é a representação de direitos para ambos os lados de uma interação.

 

Afinal, relacionamentos sociais e desrespeito são incompatíveis, obviamente.

 

É isso que nos dá aquela motivação positiva em relação a uma pessoa, a sensação de ser compreendido. Ao mesmo tempo também não se anule. Com esses pontos é isso que você irá conquistar.

 

Dê consequências justas aos acontecimentos e você irá conseguir!

 

Assim, você passa clareza, segurança e algum grau de previsibilidade para as pessoas não se sentirem como que pisando em ovos ao te dar respostas.

 

E você também se torna uma pessoa mais segura e motivada, que conquista mais credibilidade.

 

 

Seguem aqui os 12 pontos do post anterior:

 

1. "O direito de manter sua dignidade e respeito comportando-se de forma habilidosa e assertiva - inclusive se a outra pessoa sentir-se ferida - enquanto não viole os direitos humanos básicos dos outros." Ou seja: Você não precisa assumir a culpa por erros que não cometeu.

 

2. "O direito de ser tratado com respeito e dignidade."

 

3."O direito de negar pedidos sem se sentir culpado ou egoísta."

 

4. "O direito de experimentar e expressar os próprios sentimentos."

 

5. "O direito de parar e pensar antes de agir."

 

6. "O direito de mudar de opinião."

 

7. "O direito de pedir o que quiser."

 

8. "O direito de fazer menos do que é humanamente capaz de fazer."

 

9. "O direito de ser independente."

 

10. "O direito de decidir o que fazer com o próprio corpo, tempo e propriedade."

 

11. "O direito de pedir informação."

 

12."O direito de cometer erros - e ser responsável por eles."

 

Sem mais delongas, aqui começa de verdade a parte 2!

 

 

 

13."O direito de sentir-se bem consigo mesmo"

 

 

Se você é uma daquelas pessoas que acordam de mau humor e morrendo de raiva de quem chega perto de você radiante desejando bom dia, me diz uma coisa:

 

De que jeito todo mundo sai ganhando, se o mal humorado aprende a lidar com o mau humor matinal ou se o animado contém o bem-estar matinal?

 

Acredito que não haja bom senso que opte pela segunda maneira, então você já deve ter entendido o que este ponto explica, mas...

 

Não se preocupe. Não é isso que dará direito a uma pessoa super animada de fazer você responder bom dia às 5 da manhã com um sorriso falso só por obrigação!

 

Afinal, é sobre isso que o ponto 4 orienta. Veja no post anterior.

 

 

 

14. "O direito de ter suas próprias necessidades e que essas sejam tão importantes quanto as dos demais. Além disso, temos o direito de pedir (não de exigir) aos demais que correspondam às nossas necessidades e de decidir se satisfazemos as dos demais."

 

 

Só para estruturar melhor o entendimento, aqui temos 3 pontos em um:

 

  • Nossas necessidades serem tão importantes quanto as do próximo;
     

  • Termos o direito de pedir que alguém corresponda às nossas necessidades;
     

  • Termos o direito de escolher se vamos buscar satisfazer a necessidade do outro.

 

Em primeiro lugar, todos nós temos necessidades; então, diante da complexidade da vida humana, será muito improvável  - pra não dizer impossível -  que não aconteçam oscilações e alternâncias entre os momentos em que você terá uma possibilidade aceitável ou restrita demais para colocar uma necessidade do próximo frente às suas e vice-versa.

 

Veja, ainda que você não queira, a vida te coloca frente a situações em que você precisa estar pronto para dizer "não".

 

Se você nunca diz "nãos", tente revisar em quantos momentos na sua vida você perde por isso, mais ainda do que aquilo que perderia por se forçar a dizê-lo em algum momento de necessidade sua.

 

Eu costumo pensar assim: podemos escolher “sofrer” para não sofrer mais ou sofrer de forma a perpetuar o problema que nos leva a continuar sofrendo.

 

O que isso quer dizer? Simples. Vamos usar o exemplo dos nãos: uma pessoa que se esquiva a todo momento de dizer não para as pessoas tem muito trabalho e desgaste por conta de estar sempre entrando em tarefas que não precisavam ser dela.

 

Porém, no dia que esta pessoa decidir começar a trabalhar a habilidade de negar pedidos, terá algum trabalho e desgaste a mais, mas apenas em um primeiro momento, até que desenvolva essa habilidade o suficiente para não mais absorver tantas tarefas e se ver livre de todo esse sofrimento.

 

Portanto, fique à vontade para afirmar suas necessidades e direitos perante as outras pessoas, pois elas não sabem todo o contexto da sua vida para julgar quem merece mais ou quem merece menos.

 

Você pode pedir, negar, ficar neutro quando possível. Uma recomendação nesse caso é evitar discrepâncias.

 

Você pode muito bem ajudar bastante as pessoas, mas saiba que antes de você se tornar o único a ajudar todo mundo, lembre aos outros da sua vez.

 

Mantenha isso proporcional e ninguém sairá com a sensação de estar sendo explorado.

 

 

 

 15. "O direito de ter opiniões e expressá-las."

 

 

Bom, acredito que ninguém gosta da sensação de não poder dizer algo que pensa só para continuar  sendo aceito.

 

E que bom que não precisa ser assim, não é mesmo!? Por quê?

 

Sabe aquele momento em que você ou as pessoas com quem você está conversando ficam com "cara de bolinha" por alguém ali dizer algo totalmente fora do consenso do grupo?

 

Isso só acontece por uma falta de habilidade das pessoas, totalmente possível de se desenvolver.

 

Quando trabalhamos dentro de nós mesmos a ideia de que é um direito da outra pessoa pensar diferente e de que cada pessoa tem uma história de vida diferente que leva cada uma a observar mais certos detalhes da vida do que outros, fica mais fácil entender, não julgar e não pessoalizar as escolhas e crenças delas.

 

Isso vale tanto para os outros quanto para nós, então não precisamos deixar de expressar o que pensamos.

 

Se alguém não souber lidar, não será nossa responsabilidade arcar com isso.

 

E digo mais. Esse ponto nos traz a lição de sempre ouvir com respeito o ponto de vista do próximo, pois nem sempre sabemos quando vamos ouvir algo novo, uma reflexão que nunca nos passou pela mente e que nos convence a aderir a uma visão diferente do que estamos acostumados.

 

Aqui entra a importância de ser humilde em não se julgar o dono de todas as verdades.

 

Nenhum ser humano é completo, pois até o momento de nossa morte podemos aprender algo.

 

 

 

16. "O direito de decidir se satisfaz as expectativas de outras pessoas ou se comporta seguindo seus interesses - sempre que não viole os direitos dos demais."

 

 

Simples, mas infelizmente nos complicamos aqui muitas vezes.

 

Cada um é dono de sua vida e tem o direito de escolher o melhor para si.

 

Isso vale independentemente de relações de dependência.

 

Por exemplo, seus filhos, empregados ou quaisquer pessoas em relações de hierarquia abaixo de você, dependendo financeiramente ou não de você. Isso não lhe dará o direito de escolher que profissão, amigos e cônjuges os farão felizes.

 

Afinal, se isso foi feito com você e você gostou, não significa que o outro seja igual.

 

Se isso não foi feito com você, ainda menos argumentos você teria para tentar interferir nos gostos, objetivos e vontades do outro.

 

Vale lembrar aqui que isso é diferente de você interferir na vida de alguém por ser responsabilidade sua. Escolher uma boa escola para os seus filhos é diferente de escolher a cor das roupas deles.

 

 

 

17. "O direito de falar sobre um problema com a pessoa envolvida e esclarecê-lo, em casos limite em que os direitos não estão totalmente claros."

 

 

 

Em contratos escritos podemos ler as letras miúdas com uma lupa, mas em interações verbais a única forma de estabelecer combinados é ouvindo, tomando ciência e concordando.

 

Portanto, se você tem um cérebro humano, é totalmente possível você esquecer algo; nesse caso, não corra o risco de arcar com responsabilidades que não são suas. Pergunte!

 

Se por caso alguém se declarar ofendido por isso, não será culpa sua e, na minha opinião ao menos, não vale o risco de no fim das contas você sair prejudicado por fazer algo que não devia precipitadamente.

 

Afinal, o que pode te dar certeza de que esse fulano que fica ofendido quando alguém verifica combinados com ele não vai te cobrar pelo que você abrir mão de esclarecer?

 

Verificar algum ponto que não tenha ficado totalmente esclarecido em um combinado é o necessário para manter uma relação de confiança. Não pressuponha restrições e não se desvalorize. Você merece ser respeitado!

 

 

 

18. "O direito de obter aquilo pelo que paga."

 

 

Creio que a lógica desse ponto não precisa nem ser explicada, né? Toda relação de compra é um combinado de troca.

 

Entretanto, se o outro lado não cumpre esse combinado, não é sua culpa, mas é sua responsabilidade cobrar o acerto.

 

E não precisa nem dizer para você cumprir a sua parte também, hein!

 

 

 

19. "O direito de escolher não se comportar de maneira assertiva ou socialmente habilidosa."
 
 

Esse ponto é quente! Pode parecer totalmente contraditório em relação a todo o resto do conteúdo que escrevo, mas por uma questão muito prática isso se torna a realidade que nos leva aos resultados que queremos.

 

Vai ter algum momento em que vai valer a pena ser mais agressivo ou mais passivo? Vai!

 

Isso eu digo levando em conta as ações e os resultados delas na direção dos objetivos.

 

Quanto ao que é justo ou injusto, vai da sua consciência apontar no momento de agir.

 

Você terá o direito de escolher, mas mais uma vez, esteja pronto para as consequências!

 

Veja, em alguns casos não tem mesmo solução 100% ideal, então se tem uma coisa que mais nos traz saúde mental na vida, essa coisa é a flexibilidade.

 

Algumas vezes, ser assertivo pode não implicar no resultado que você espera.

 

Veja o exemplo. Imagine que você faz um teste no seu computador que mostra que a empresa de internet não está lhe entregando 100% do sinal contratado no seu pacote.

 

Você liga para o SAC (usando dos seus direitos de obter pelo que paga e esclarecer algo relativo ao combinado que foi feito com a empresa).

 

São feitos por telefone todos os testes remotos possíveis para resolver o problema e o seu sinal continua ruim.

 

Então a empresa lhe propõe agendar o serviço de um técnico, mas o serviço é cobrado se for detectado um problema que não seja por falha da empresa. E o valor é caro.

 

Você pensa que não teria porquê não ser falha da empresa ou de seus equipamentos, então aceita agendar o serviço.

 

O técnico faz alguns ajustes em configurações no seu computador e diz que você terá que arcar com o custo.

 

Você se revolta. Se tudo que o técnico fez foi alterar configurações do computador, você conclui que foi a assistência remota da empresa que falhou e decide não assinar a ordem de serviço.

 

Olha que situação complicada! Infelizmente situações como essa acontecem o tempo todo.

 

Você conseguiu consertar sua internet no exemplo, mas se tanto a empresa quanto você agiram de forma justa ou não, aí é com você!&

 

 

 

20. "O direito de ter direitos e defendê-los."
 
 

Didaticamente falando, só pra constar né!

 

E se quando você fala em direitos vem alguém criticar, dizendo que você é um chato por ser o "defensor dos fracos e oprimidos": Que legal que você é!!!

 

Quem não defende o que acredita ser o certo e não se importa nenhum pouquinho com os fracos e oprimidos não deve ser tão legal assim, não é mesmo?!

 

 

 

21. "O direito de ser escutado e ser levado a sério."

 

 

Vou repetir: não é sua culpa, mas é sua responsabilidade defender seus direitos e sua credibilidade. 

 

Então se alguém te desrespeitar, dê consequência sem dó ou fique esperando alguém sentir dó de você!

 

Quem tem acompanhado os últimos posts já entendeu do que estou falando.

 

Consequência bem dada, de forma coerente, sem aborrecimentos que levam a perda de controle da situação sempre irão favorecer seu respeito e sua credibilidade frente aos mais ousados com quem você cruzar.

 

Mantenha-se firme e deixe que no médio e longo prazo a voz da razão fale mais alto.

 

 

 

 

22. "O direito de estar só quando assim o desejar."
 
 

Quando você era adolescente você, já deve ter ido a algum evento de família ou escola sem a menor vontade.

 

Lá o momento era outro; seus pais tinham a responsabilidade e autoridade e não vem ao caso entrar nessa reflexão agora, mas hoje, se você já é dono do seu nariz, pode completamente optar pelo melhor para você.

 

Seja por estarmos um pouco tristes, por querermos tempo para cuidar com calma das nossas tarefas individuais ou só para descansarmos mesmo; às vezes temos vontade de ficar sozinhos, e se torna um peso se surge a obrigação de manter-se interagindo com alguém.

 

Portanto, quando assim for, esclareça educadamente que apenas deseja o seu  momento.

 

Não há motivo para alguém te negar isso, mas nós sabemos que muitas vezes negam. Se acontecer, dê limites.

 

As pessoas poderão até pedir que fique junto com elas, mas vai de você escolher quando abrir mão disso ou não.

 

E se você é a pessoa que não consegue ficar sozinha, vai aqui minha recomendação.

 

Aprenda a ter flexibilidade nesse ponto. 

 

Uma forma de minimizar o desconforto da saudade ou qualquer outro sentimento que seja o motivo de você não gostar de ficar sozinho, é cuidar da sua vida!

 

Isso mesmo! Preocupe-se com as suas tarefas. Com certeza isso te fará melhor do que deixar a sua vida se atrasar toda lamentando a falta de fulano.

 

Você ganhará duas coisas com isso. A sensação gostosa de dever cumprido e o reconhecimento do fulano por você ter lhe dado espaço.

 

Acredite, para quem curte ter tempo sozinho, é um alívio conhecer alguém que respeite isso. O reconhecimento e a gratidão vêm naturalmente!

 

 

 

E agora... por último, mas não menos importante...

 

 

 

23. "O direito de fazer qualquer coisa enquanto não viole os direitos de outra pessoa."
 
 

Sim, este é óbvio, né! É claro que não poderia ficar de fora; afinal estamos tratando de um estudo sobre as pessoas que mantêm relações sociais de sucesso. 

 

Você acha mesmo que elas conseguiriam isso sem a empatia?

 

Existe um dito popular bastante atual sobre esse ponto: Pimenta nos olhos do outro é refresco!

 

Hoje em dia muita gente não leva em conta os direitos, sentimentos e vontades dos outros. 

 

Pensam que estão ganhando com isso, mas na verdade coletivamente todos perdemos muito!

 

Um mundo mais assertivo é um mundo mais organizado, evoluído e leve de se viver. 

 

Espero ter te dado ideias novas e te ajudado a melhorar a sua vida!

 

Não esqueça! Se você gostou e acha que este post te fez bem, não deixe de curtir e compartilhar com quem você se importa!

 

Um abraço e até a próxima!

 

 

 

 

 

 

 

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psicologa em santos, consultorio de psicologia

Amábile Rodrigues Siqueira é psicóloga pela Universidade Federal de São Paulo atuando na cidade de Santos.

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