Você comete estes erros nestas eleições?

 

 

 

Neste ano de 2018 nosso Brasil passa por um momento muito delicado e as eleições presidenciais foram para o segundo turno.

 

Entre as duas escolhas restantes para a presidência da república há uma grande polaridade de convicções políticas que toma conta das conversas nas ruas, nas casas e nas redes sociais.

 

“Donos da verdade”

 

 

Basta abrir o Facebook, Youtube ou Twitter para se deparar com uma série de postagens expondo opiniões seguidas de debates nos comentários.

 

Em muitos deles, infelizmente pessoas atacam amigos, conhecidos e amigos de seus amigos...

 

Eleitores do candidato Fernando Haddad do PT são chamados de “comunistas” e eleitores do Candidato Jair Bolsonaro do PSL são chamados de “fascistas”.

 

Argumentos e opiniões isolados tornam-se evidências para conclusões precipitadas sobre as qualidades e defeitos de pessoas que muitas vezes nunca se encontraram presencialmente.

 

Convicções muito fortes são tomadas como verdade e como motivo para pessoas invalidarem posicionamentos alheios.

 

Vale lembrar que o futuro dará respostas mais definitivas e que não há uma garantia de que boa parte das notícias compartilhadas estejam comprovadas.

 

Portanto, não sejamos “donos da verdade” quando esta ainda não esteja completamente comprovada!

 

Será mesmo que após a eleição do novo presidente haverão evidências suficientes tão cedo para concluir qual o melhor caminho para o país seguir? Dificilmente, ou não?!

 

Além disso, mesmo após a eleição o presidente eleito não governará sozinho. Terá tanto aliados quanto opositores no senado, câmara dos deputados e demais instituições do Estado.

 

Logo, será que temos como afirmar com cem por cento de convicção (Atenção: eu disse cem por cento!) tanto que com a eleição petista o país terá os mesmos resultados que a Venezuela, quanto que com a eleição de um militar o país retornará a uma ditadura?

 

O futuro que ainda não aconteceu não tem como ser contado!

 

É possível alguém discordar disso?! No clima tenso das redes sociais dos últimos dias, podemos duvidar que sim. Emocionalismo, ou não?

 

Um país passando da infância para a adolescência em discutir sobre política

 

 

Muitas das tão frequentes e ácidas discussões políticas nas redes sociais me remetem a imagem de uma briga de adolescente com os pais que terminam com um “eu te odeio” e uma batida de porta do quarto.

 

O que eu penso é que estamos passando de um país com uma maturidade para discutir política típica da infância, quando ainda não aprendemos muito sobre as consequências das coisas e estamos mais preocupados com a brincadeira do dia do que com a nossa própria saúde e educação.

 

E que estamos partindo para uma maturidade de adolescente, que já tem um pouco mais de discernimento de causa e consequência e passa pela instabilidade emocional de um período de intensa moratória psicossocial cheia de crises que fazem parte do nosso crescimento.

 

Ainda há pouca maturidade e habilidade social para discutir política quando a melhor alternativa para a falta de consenso é excluir a pessoa de seu ciclo de convivência, seja presencial ou virtualmente. É uma atitude real, um comportamento.

 

Excluir uma pessoa das redes sociais não a excluirá do seu território. A pessoa não desaparecerá nem do seu país do do seu planeta.

 

Excluir das redes sociais ou cortar relações terá consequências menos prejudiciais para você do que matar alguém para a pessoa desaparecer, mas já que estamos falando de discutir política com o objetivo de todos sairem satisfeitos: excluir não te ajuda, dificulta!

 

Dificulta porque você desperdiçará o esforço de uma conversa, de uma linha de raciocínio já iniciada com alguém;

 

porque você desperdiçará uma oportunidade de conquistar o voto de uma pessoa através de mais argumentos;

 

e porque você desperdiçará uma oportunidade de perceber que estava errado...

 

Talvez a pior consequência de excluir pessoas das redes sociais com convicções políticas contrárias, ou seja, desistir de buscar um consenso, seja atrasar mais o desenvolvimento do país.

 

Concorda que quanto mais as pessoas dentro de um país conseguem discutir política com racionalidade, mais ajudará o desenvolvimento do país?!

 

A resposta não significa que termos que votar em Haddad ou Bolsonaro, mas como vamos colaborar tanto com o um quanto com o outro para governar independente de ter sido quem escolhemos para votar.

 

Pois o melhor que podemos fazer pelo país com certeza vai além do voto, não acha?

 

Independente de ocorrer corrupção: nem Haddad, nem Bolsonaro terão a obrigação de fazer tudo sozinhos quando eleitos! Nem que queiram conseguiriam.

 

E independente de quem ganhar as eleições ainda moramos no Brasil e queremos um lugar para viver com qualidade de vida, certo?

 

 

 

Vale lembrar!

 

 

Psicólogos não devem induzir posições políticas nem religiosas!

 

Portanto nas nossas redes sociais e ambiente de trabalho devemos manter nossa responsabilidade.

 

Por isso mesmo não digo aqui o meu voto!

 

Espero ter gerado uma boa reflexão para você, um abraço!

 

E se você conhece pessoas que estão discutindo e  excluindo por política nas redes sociais, compartilhe este texto com ela!!!

 

 

 

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psicologa em santos, consultorio de psicologia

Amábile Rodrigues Siqueira é psicóloga pela Universidade Federal de São Paulo atuando na cidade de Santos.

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